O monarca, Rei Mswati III (no centro da imagem de capa), comunicou a mudança durante as celebrações de 50 anos de aniversário da independência do país, antes conhecido como Suazilândia.

Embora tenha sido algo inesperado, o rei Mswati III já vinha chamando a Suazilândia de Reino de eSwatini há alguns anos. Esse foi o nome usado na Assembleia Geral da ONU em 2017 e também na cerimônia de abertura do parlamento do país em 2014.

“Quando eu estou fora, as pessoas se referem ao nosso país como Suíça”, justificou durante o pronunciamento. Em inglês, o nome dos dois países é parecido – Swaziland e Switzerland.

A mudança de nome revoltou parte da população, que acredita que o rei deveria se concentrar na condução da fraca economia local. O país, que tem 1,3 milhão de habitantes, é a última monarquia absolutista da África – nos últimos anos, manifestantes têm pedido mudanças do regime para uma democracia.

Mswati III vem sendo criticado por ativistas de direitos humanos por banir os partidos políticos do país e também por discriminação contra mulheres.

O rei, também chamado de Ngwenyama ou “leão”, é conhecido por ter muitas esposas e por suas vestimentas tradicionais.

Filho de Sobhuza II, que reinou por 60 anos, o rei Mswati III tem atualmente 15 esposas. De acordo com sua biografia, Sobhuza, teve 125 mulheres durante seu reinado, que se estendeu de 1921 a 1982.

Em 1968, a Suazilândia se tornou independente do Reino Unido.

É o país com a maior proporção de pessoas infectadas por HIV. A expectativa de vida é de 54 anos para homens e de 60 anos para as mulheres.

Fonte: BBC