Até hoje é ainda um mistério a causa do desaparecimento dos Mamutes. Alguns cientistas apostam mais na intervenção humana (caça excessiva), outros nas mudanças climáticas e alguns em uma combinação de ambos em igual fator de impacto. Recentemente, novas evidências de DNA da espécie Mamute-Lanoso (Mammuthus primigenius) sugerem que os últimos espécimes desses animais morreram devido a erros genéticos que foram se acumulando em seus corpos.

Próximo de 10 mil anos atrás, os mamutes, antes grandes dominantes do continente norte-americano e da região na Sibéria, davam seus passos na Terra rumo à extinção. Os mesmos ainda perduraram até cerca de 4 mil anos atrás em pequenas ilhas. Se foram os humanos ou o mal tempo os principais responsáveis, isso fica para outra discussão. Mas o empurrão final parece que veio de uma péssima diversidade genética, a qual, aliada com os poucos números restantes de mamutes, não deram chance alguma de sobrevivência. E através de um estudo feito na Universidade da Califórnia, liderada pelo Dr. Rebekah e publicado no periódico Plos One, esse processo provavelmente é certo de ter ocorrido nos Mamutes-Lenhosos.

Com pouca diversidade genética, e erros se acumulando cada vez mais, uma reação em cadeia vitimou as poucas gerações se formando nos pequenos refúgios desses animais. Sem conseguirem superar os erros genéticos para enfrentar o ambiente ao redor, o golpe final veio sem piedade. Os dados vieram da comparação de vestígios fósseis bem conservados de um espécime na ilha de Wrangel, datando de 4300 anos atrás, com vestígios de um espécime datando de 45 mil anos atrás, do continente, quando eles existiam em numerosas populações.

O novo estudo não só é importante para entender a história selvagem do nosso planeta ao longo da história, e mecanismos de extinção das espécies, mas como também dá um novo alerta e arma para lutar contra a extinção das espécies existentes hoje. Diversos animais, como gorilas, pandas, tigres e elefantes estão tendo suas populações dizimadas a níveis catastróficos. Se um pequeno número restante não tiver uma diversidade genética suficiente boa, a população pode desaparecer mesmo com grandes esforços de ambientalistas para salvá-los.

Existem apenas cerca de 300 Gorilas-da-Montanha na natureza, devido à caça, perda de habitat, doenças e guerras (conflitos armados na África); caso exista baixa diversidade genética e contínuo acúmulo de erros no DNA, toda a espécie pode sumir de uma hora para outra sob qualquer novo estresse ambiental

Em outras palavras, é preciso avaliar tanto o número quando a genética das populações selvagens para determinar prioridades nos programas de conservação. Se duas populações de espécies diferentes possuem o mesmo número estimado de indivíduos na natureza, mas uma possui uma diversidade genética menor, seria preciso dar uma maior preocupação para a mesma.

Publicação do Estudo: Plos One