Seguindo as cada vez mais problemáticas eleições de 2016 nos EUA, a partir das quais houve um acúmulo gigantesco de acusações sobre o envolvimento do Presidente Donald Trump – e associados – com a Rússia, o Facebook veio à frente reforçar ainda mais a atuação russa em favorecimento do Trump.

Segundo representantes da gigante das redes sociais, cerca de 126 milhões de norte-americanos – usuários do Facebook – podem ter visto conteúdo impulsionado por agentes localizados na Rússia nos últimos dois anos. Ainda segundo a empresa, em torno de 80 mil posts foram produzidos antes e depois das elições presidenciais do ano passado.

A maioria dos posts focavam o conteúdo em mensagens sociais e políticas divisivas, com claro fim de causar prejuízo à rival de Trump nas eleições. Esses posts foram em grande parte criados por uma companhia ligado ao Kremlin, sendo amplificados através de curtidas, compartilhamentos e comentários, se espalhando para dezenas de milhões mais pessoas.

No Instagram, o Facebook afirmou ter deletado 170 contas de mesma natureza, as quais postaram próximo de 120 mil posts de conteúdo. Grande parte das ações de exclusão foram feitas não com base na ilegalidade dos conteúdos, mas por falta de reinvidicação dos autores dos posts, os quais são claramente ligados aos russos,  mas com estes não querendo se identificar.

Entre os conteúdos legais e ilegais, estão aqueles que afirmam que se a Hillary ganhasse, os EUA iriam atrair refugiados, mesquitas e ataques terroristas sem precedentes. Outros afirmavam que o Senador John McCain estaria financiando o grupo terrorista ISIS. Alguns diziam que a Hillary recebia dinheiro da Ku Klux Klan. Entre diversos outros.

A liberação desses valores pelo Facebook seguem a intimação pelo Senado dos EUA para esclarecimentos que ajudem nas investigações. O Twitter e o Google também foram chamados para fornecerem detalhes do impacto da Rússia em suas plataformas, as quais, de longe, somam duas das mais populares da internet.

Postagens como essa, ligadas aos russos e visando os norte-americanos, foram impulsionadas com força nas redes sociais

No caso do Google, este já revelou recentemente que agentes russos subiram mais de mil vídeos políticos para o YouTube em 18 diferentes canais. Apesar disso, as contas possuíam poucas visualizações e não existem evidências suficientes de que o alvo eram os norte-americanos. Já no Twitter, 2752 contas que foram traçadas até os russos foram suspensas, tendo essas publicado 131 mil tweets entre Setembro de 2016 e Novembro de 2016.

Enquanto isso, o governo russo continua negando alegações de que tenha influenciado nas eleições, nas quais o Trump derrotou a Hillary Clinton e onde a Hillary já tinha prometido ser mais rígida com a Rússia em relação às suas ações controvérsias no leste europeu (como a anexação da Crimeia e os conflitos armados com a Ucrânia).

Trump também nega qualquer envolvimento ilegal do tipo, e repetidamente – com o intuito de desviar a atenção – pede por investigações em cima da Hillary.

E pensar que o Mark Zuckerberg, no final de 2016, disse que “essa história de fake news no Facebook influenciando as eleições é ideia de louco”.

REFERÊNCIAS

  1. http://www.bbc.com/news/world-us-canada-41812369
  2. https://www.nytimes.com/news-event/russian-election-hacking