Ultimamente tem se noticiado nos Estados Unidos o levante da Ku Klux Klan, que volta a reunir membros. KKK (abreviação do nome da organização) é um grupo racista que prega a discriminação e até mesmo morte de negros, judeus e católicos. Criada em 1866, a Ku Klux Klan já chegou a reunir cerca de 100 mil membros na década de 1920.

Foro original de Donald Trump e parentes, sem montagem dolosa de KKK

Donald Trump e parentes – foto original

Antes dos “Atos dos Direitos Civis” em alguns estados americanos, principalmente no Sul, os negros eram legalmente discriminados. Não tinham direito de voto. Suas instituições, inclusive religiosas e lugares que podiam frequentar em geral, eram separadas dos brancos. A organização Ku Klux Klan era tolerada, embora fora da lei.

É totalmente errado classificar a KKK como de extrema-direita e associá-la a Donald Trump, como boa parte da mídia gosta de fazer, já que essa organização foi criada por integrantes do Partido Democrata, a esquerda dos EUA (do qual Hillary Clinton faz parte), após a escravidão ser proibida. Abraham Lincoln, presidente e abolidor da escravidão nos Estados Unidos, fazia parte do Partido Republicano, o mesmo de Trump. Portanto quem insiste em dizer que a Ku Klux Klan é um grupo de extrema-direita é desinformado.

A intolerância racial, seja de negros contra brancos ou vice-versa, mais a ideia de existir uma divida histórica, são conceitos tendenciosos. Pois não há um monopólio de etnias discriminadas. Tampouco há uma concessão para que determinadas etnias possam discriminar as demais.