A Guerra dos Mascates foi uma revolta envolvendo Recife e Olinda por causa dos altos juros cobrados pelos mascates em empréstimos e também pela elevação de Recife à Vila.

Após anos da expulsão holandesa em território pernambucano, aconteceu uma enorme crise que atingiu todo o estado por causa da baixa do açúcar no mercado europeu. Donos de engenho começaram a entrar em decadência e falir por não obterem os lucros esperados. Sem capital para pagar as dívidas eles começaram a pedir empréstimos a comerciantes. Na época, os comerciantes portugueses que se instalaram em Recife eram chamados de “mascates”. Eles tinham o dinheiro para emprestar, mas como os senhores de engenho precisavam de muito dinheiro, os comerciantes começaram a cobrar juros altos pelos empréstimos e isso culminou com grande insatisfação de senhores de engenho olindenses.

capa do livro Guerra Dos Mascates - Crônica Dos Tempos Coloniais - de José De Alencar

Livro de 1945 retratando crônicas coloniais

Quando Recife virou uma cidade autônoma, senhores de engenho começaram a ficar com mais raiva porque eles achavam que eles poderiam se tornar mais fortes que Olinda que era a capital de Pernambuco.

Os ricos comerciantes olindenses achavam que sua fortuna nunca iria acabar, mas, isso aconteceu. Entrementes, aos poucos foram surgindo inimizade entre Olinda e Recife e; em 1710, o pequeno povoado de Recife pediu ao rei de Portugal que Recife fosse elevada a categoria de Vila. Devido a insubordinação, quando a elite de Olinda soube disso, logo se revoltaram. O dono de engenho Bernado Vieira de Melo juntou todos os ricos de Olinda e invadiram Recife destruindo tudo. Após, fugiram para não serem pegos.

Como desfecho, a metrópole interviu na revolta em 1711, perdendo todos os líderes. Como “retaliação” à Olinda, Recife foi elevada a capital de Pernambuco.