Nos últimos anos, a grande mídia tem perdido telespectadores para considerada mídia alternativa, seja ela de esquerda ou direita. A eleições nos Estados Unidos tem comprovado que a mídia não tem a influência como antes, em todos os cenários da grande mídia o republicano Donald Trump era considerado zebra e colocavam Hillary Clinton na Casa Branca antes mesmo da realização do pleito. Resultado? Trump venceu as eleições brigando contra toda a mídia mundial. No Brasil, uma queda notória dos grandes portais e a ascensão dessa mídia alternativa, às vezes com notícias tendenciosas, mas nada que não tenha sido utilizada ou ainda é,  pela grande mídia, tem haver com o momento político enfrentado no país.

A mídia tradicional ocultou e ainda oculta alguns dados e fatos que refletem no presente, e certamente trará consequências no futuro. Por exemplo, de acordo com Emílio Odebrecht em depoimento para Polícia Federal afirmou que ‘a mídia sabia do esquema da Petrobrás’ e não entendeu porque do espanto quando o conteúdo da delação da empreiteira foi liberada. Quem quer que acredite que acontecimentos mundiais são resultado de planejamento é ridicularizado por crer na ‘teoria da conspiração’, pois é claro que ninguém,  em plena modernidade acredita em conspiração, exceto aqueles que dedicam seu tempo ao estudo do tema. Na verdade, existem apenas duas teorias: ou as coisas acontecem por acidente sem que ninguém as tenha planejado nem causado ou acontecem porque foram planejadas e causadas por alguém.

Algumas questão são colocadas em evidência: Por que governos cometem os mesmos erros de governos anteriores? Inflação, depressão, guerras? Se você acredita que tudo isso acidente ou resultado de fluxos históricos misteriosos e inexplicáveis, você será um intelectual que entende que vivemos em um mundo complexo. Se acreditar que por volta de 32.496 coincidências consecutivas ao longo dos ultimos quarenta anos força um pouco a lei das probabilidades, você é pirado!

Mas por que? Porque todos os acadêmicos respeitáveis e colunistas de renome da grande mídia rejeitam a teoria da conspiração, pois a maioria deles seguem o rebanho do mundo acadêmico como muitas pessoas seguem a moda. Nadar contra a corrente implica ostracismo social e profissional. O mesmo acontece na grande mídia. Essas pessoas desenvolveram ao longo dos anos grandes interesses escusos dos próprios erros, que as tornaram comprometidas, de ego e intelecto, com a teoria acidental. O exame de provas da existência de uma conspiração guiando nosso destino político nos bastidores obrigaria muitas delas a repudiar toda uma vida de opiniões acumuladas, e pouca gente admite de bom grado ter sido ludibriada ou ter se equivocado.

É preciso ter personalidade forte para encarar os fatos e admitir que se enganou, mesmo por falta de informações. Politicos e intelectuais têm atração pela ideia de que os acontecimentos são desencadeados por um misterioso fluxo histórico ou por acidente, porque desta forma eles podem escapar da culpa quando as coisas derem errado. Maioria dos intelectuais fingem ignorar a teoria da conspiração, pois elas não podem ser refutadas. Quando Quando cortina de silêncio não funciona, os formadores de opinião recorrem ao escárnio, sátira e ataque pessoas [Bolsonaro que o diga], pois a ideia é desviar a atenção dos fatos que estão sendo revelados, obrigando [escritor, palestrante e etc.] interroper uma explicação perder tempo e esforço se defendendo.