Dia 03 de Setembro de 2017, especialistas em Frankfurt conseguiram, com sucesso, desativar uma bomba de 1,4 toneladas do exército britânico que falhou em explodir na Segunda Guerra Mundial.

A notícia foi recebida por muitos aplausos entre as cerca de 65 mil pessoas que tiveram que evacuar para permitir que os especialistas tornassem a bomba segura. Essa evacuação, aliás, foi a maior no período pós-guerra da história alemã, e envolvendo centenas de oficiais. Para garantir que todas as pessoas tinham saído da área, a polícia checou todas as habitações com tecnologia de detecção de calor.

A massiva bomba foi encontrada em um prédio, nessa última quarta-feira

A área de evacuação englobou 1,5 km de extensão. Mais de 100 pacientes de dois hospitais foram deslocados nesse sábado, incluindo bebês prematuros e pessoas em tratamento intensivo. Chefes da polícia e dos bombeiros alertaram que uma explosão descontrolada da bomba (HC 4000) seria poderosa suficiente para aniquilar a rua inteira. A operação para desarmá-la durou 12 horas.

Acredita-se que existam ainda milhares de bombas que não explodiram espalhadas pelo território alemão, oriundas das duas grandes guerras. Em média, cerca de 2 mil toneladas de dispositivos explosivos são encontrados todos os anos no país. É estimado que metade das 2,7 milhões de toneladas de bombas lançadas pelos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial aterrisaram no solo Alemão (em comparação, no solo Britânico foram lançados 74 mil toneladas).

Muitas dessas bombas foram equipadas com fusíveis de atraso-temporal falhos, impedindo a detonação das mesmas. Além disso, cápsulas de artilharia russas, granadas de mão alemãs, munições de instalações de treinamente alemãs e minas de taques também podem ser encontradas espalhadas por toda a Alemanha.

O problema é tão grande que o país possui uma unidade de disposição de bombas – Kampfmittelbeseitigungsdienst (KMBD) – dedicada só para lidar com esses artefatos de guerra. Seus técnicos estão entre os mais ocupados do mundo, desativando bombas a cada duas semanas ou próximo, e eles estimam que o trabalho irá continuar ainda por décadas.

Dezenas de técnicos de disposição de bombas e centenas de civis já morreram na Alemanha nas décadas que se seguiram após as duas grandes guerras. A taxa de fatalidade diminuiu desde o começo do século XXI, com cerca de 11 técnicos morrendo desde 2000. Porém, existe também a preocupação de que, com o tempo passando, as bombas e outros artefatos explosivos abandonados podem ficar instáveis, deixando-os muito mais imprevisíveis e perigosos.

Referência: BBC