A Galeria de Espelhos de Versalhes, na França, é um suntuoso salão com 17 janelas para o jardim refletidas por 17 arcos espelhados em seu interior. Mas comparado a todo o requinte em ornamentos, pinturas e arquitetura, o nome seria injusto, não fosse os espelhos serem muito caros na época. Pois em toda a sua extensão de 73 metros contém símbolos contando a história da França.

Os arcos são feitos de mármore e ilustram os maiores símbolos da França como a Flor-de-Lis e o Galo Gaulês, entre outros, alguns dos quais foram derretidos para financiar a Guerra dos Nove Anos: como travessas em prata e guéridons. E o teto mostra uma série de cenas alegóricas retratando acontecimentos do reino de Luís XIV, desde as batalhas na Guerra Holandesa até suas reformas econômicas e administrativas.

O Salão dos espelhos foi inicialmente construído para ligar o quarto do rei Sol (Luis XIV) ao da rainha, mas sediou muitos eventos históricos como:

  • a recepção dada aos embaixadores do império Otomano, Sião e Pérsia.
  • Onde Otto von Bismarck proclamou a inauguração do Império Alemão – do qual Guilherme I foi coroado imperador, em 1871.
  • Celebração do casamento de Luís XVI e Maria Antonieta.
  • Assinatura do Tratado de Versalhes após a 1ª Guerra Mundial.

Por tal importância a galeria foi declarada patrimônio cultural mundial pelas Nações Unidas.

Ao passar dos muitos anos o palácio obscureceu em cores, acumulado de sujeira. Mas há 10 anos (em 2007) recebeu uma restauração que custou 16,08 milhões de dólares, revitalizando o salão sem recorrer a métodos artificiais. O arquiteto chefe disse que o salão agora parece “uma senhora velha, mas esfuziante … E as rugas de seu rosto contam uma história”.