Às vezes, pensar fora da caixa pode sair um pouco caro.

Se você nunca tentar, você nunca vai conseguir algo novo. Não há dúvidas disso – é lei em praticamente todas as coisas nessa vida. No entanto, às vezes pensar fora da caixa pode sair um pouco caro, algo comum com inventores ou cientistas que morreram por suas próprias invenções. Esse é o caso de Alexander Bogdanov, que ironicamente morreu tentando atingir a imortalidade.

Famoso na URSS, Bogdanov era escritor de ficção científica, médico e pioneiro em cibernética. Mais do que tudo isso, era ambicioso e curioso. Mais do que devia.

Enquanto servia como médico durante a 1ª Guerra Mundial, ele escreveu sobre política de economias de guerra e antecipou o complexo militar-industrial, além de se tornar escritor de ficção científica e escrever sobre sistemas que seriam os precursores da cibernética. No tempo livre, compunha poemas.

Sua história passou a ficar mais tenebrosa quando ele se envolveu em hematologia. Nessa época, ele criou um interesse mortal sobre transfusões de sangue, estudando a fundo todas as suas possibilidades, sobretudo a de que a técnica poderia prolongar a vida, eventualmente atingido a imortalidade se uma pessoa fizesse um certo número de transfusões.

A partir dos anos 20, Bogdanov passou a realizar inúmeras transfusões em si mesmo, e a cada uma ele escrevia um relatório abordando todos os efeitos. De acordo com ele, sua visão e calvície haviam melhorado. Seus amigos ainda o animavam afirmando que ele parecia mais novo.

Você já deve ter imaginado que Bogdanov caminhava para um desastre. Ele não testava sequer uma gota de sangue que colocava em seu organismo. Até então havia dado sorte. Mas em certa transfusão, ele injetou em seu corpo sangue contaminado com malária. Não demorou até morrer.


Via: Mistérios do Mundo