Quem não gosta ou não é bom em matemática não deve trabalhar com exatas, certo? Bom, para algumas pessoas mundo a fora essa relação não pareceu assim, tão óbvia. Isso porque muitos engenheiros e cientistas por aí já cometeram deslizes milionários, que acabaram resultando em desastres e prejuízos incalculáveis.

O pior de tudo são os casos em que as falhas não podem ser corrigidas, como você vai ver abaixo.

1. O prédio que derrete carros

Esse prédio em Londres representa uma enorme dor de cabeça para seus engenheiros. Isso porque, devido ao formato côncavo e aos vidros espelhados, ele funciona como um enorme refletor, que arrebate a luz do sol e atinge os carros que ficam estacionados nas proximidades.

O calor emitido pelos vidros é tão forte que inúmeros veículos de pessoas que trabalham na região estão danificados, praticamente derretendo (como você pode ver na foto). A luminosidade excessiva emitida pelo prédio também é outro problema, porque atrapalha a visão dos pedestres e, especialmente, dos motoristas que passam pelo lugar.

2. A sonda espacial que sumiu

Conhecida como Mars Climate Orbiter, a sonda foi criada para monitorar o clima na superfície de Marte. Acontece, no entanto, que em 1999 ela simplesmente desapareceu.

Ninguém sabe dizer com certeza o que ocorreu, mas especialistas acreditam que tudo isso tenha sido resultado de um erro de cálculo, uma vez que a equipe da NASA usou sistema de unidades de medidas diferente das unidades usadas pelas empresas contratadas, que auxiliavam no monitoramento da sonda.

Há quem diga que o instrumento tenha desintegrado assim que entrou no planeta vermelho. A perda da sonda está estimada em 125 milhões.

3. Outro edifício “lupa”

Um hotel super luxuoso de Las Vegas, nos Estados Unidos, conta com o mesmo problema que o prédio em Londres, que você viu no começo da lista. Com seus vidros curvos e espelhados, o chamado Hotel Vdara reflete o calor e a luz do sol de forma aumentada, assim como uma lupa faria se apontada diretamente para o sol (podendo causar até queimaduras). Mas o problema do Vdara consegue ser ainda maior que no prédio de Londres: os raios refletem diretamente para a área das piscinas, queimando os cabelos de hospedes e derretendo plástico.

4. O avião que ficou sem combustível no ar

Apesar de não ter sido algo premeditado, essa falha dos funcionários da Air Canada tinha tudo para se tornar uma tragédia gigantesca. Isso porque erraram no cálculo da quantidade de combustível que o avião estava recebendo no abastecimento.

O caso foi em 1983, quando o Canadá havia acabado de mudar o sistema métrico decimal e o indicador de combustível a bordo do avião não estava funcionando. A falha humana fez com que a aeronave, que deveria ser reabastecida com 22.300 quilos de combustível, recebesse apenas 22.300 libras, menos de metade que o necessário.

Apesar do problema só ter sido identificado no ar, o piloto conseguiu contornar a situação e aterrissar com segurança na pista de Gimli. Não houve morte e somente 10 pessoas ficaram levemente feridas.

5. O conjunto habitacional que tombou

No ano de 2009 esse trio de prédios chamados Lotus Riverside caiu em Shanghai, na China, como se fosse feito brinquedos LEGO. Conforme as autoridades chinesas, a estrutura da obra foi comprometida devido a um erro no projeto da garagem.

Isso porque a escavação foi muito mais profunda que o aceitável, o que resultou no encharcamento do solo e comprometeu a estrutura da obra. No Brasil, como você deve se lembrar, aconteceram casos assim nos últimos anos, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

6. A Ponte do Milênio de Londres

Para marcar o início do novo milênio, na virada dos anos 2000, a cidade de Londres, na Inglaterra, foi presenteada com a construção de uma ponte para pedestres, que une o museu Tate Modern, na margem sul do rio Tâmisa; com a margem norte, nas proximidadas da Catedral de Saint Paul. Apesar dos grandes nomes envolvidos no projeto, não demorou muito para que problemas na estrutura de 350 metros de comprimento começassem a aparecer.

A ponte apresentou o efeito da “pisada sincronizada”, ou seja, a medida que a ponte balançava, as pessoas ajustam seu passo conforme o ritmo da ponte, aumentando ainda mais sua oscilação. Neste caso, os designers levaram em conta os passos sincronizados de cima para baixo, mas não o efeito para os lados. No ano seguinte, começaram a ser instalados amortecedores para reduzir seu balanço, e ela foi reaberta ao publico em 2002.

7. A dieta do explorador Scott

O explorador Robert Falcon cometeu um erro fatal ao calcular a quantidade de comida que seus homens precisariam durante a expedição ao Pólo Sul, realizada entre 1910 e 1912. Os caras recebiam uma ração de 4,5 mil calorias por dia, o que era considerado muito pouco, levando em consideração que eles precisavam arrastar trenós sob o efeito da grande altitude.

Segundo especialistas, os expedicionários de Scott estavam recebendo 3 mil calorias a menos do que seus corpos necessitavam e perderam 25 quilos antes de alcançar o destino e começar o retorno. Como o pessoal sumiu, a história oficial é que todos morreram de fome na viagem.

8. O sino Big Ben

O sino do Big Ben, que fica no Parlamento de Londres, se rompeu em 1857 e foi derretido para ser moldado novamente. Mas o novo sino, que demorou três dias para conseguirem colocar no lugar, também se rompeu rapidamente. Depois desse episódio, claro, começaram as disputas sobre quem era o culpado.

Uma teoria diz que seu pêndulo era pesado demais para a liga de metal usada em sua composição, levando em conta que o sino tinha quase 330 quilos, situação que já havia sido alertada pelos responsáveis por sua fundição. Apesar de todo o debate, o segundo sino não foi substituído e permanece quebrado, mas seu pêndulo foi trocado por um mais leve.


Via: Fatos Desconhecidos