A cada ano que se passa, o poder dos computadores e outros dispositivos de processamento de dados aumenta cada vez mais. Além da crescente miniaturização desses processadores, a nanotecnologia permite o melhoramento extraordinário dos seus componentes.

Agora, um time de pesquisadores da IBM (International Business Machines) anunciou um novo meio para tornar os elementos básicos de processamento nos microchips – transistores – menores e mais rápidos do que antes, através dos nanotubos de carbono – estruturas cilíndricas formadas por sucessivas ligações entre átomos de carbono.

Ao longo das décadas, a velocidade computacional tem aumentado à medida que os transistores têm diminuído de tamanho. Porém, os transistores atualmente estão próximos do tamanho limite, o que pode gerar um grande problema no avanço tecnológico dos dispositivos de processamento de dados.

Nesse sentido, cientistas estão experimentando o uso de nanotubos de carbono para substituir o silício na manufatura de transistores. Esses nanotubos são essencialmente lâminas de grafite – com apenas um átomo de espessura – enroladas como uma folha, criando cilindros com apenas um 1 nanômetro (ou 1 bilionésimo de metro) de diâmetro. Esses materiais possuem diversas propriedades únicas e também podem conduzir eletricidade. Basicamente, os pesquisadores usaram esses nanotubos para criarem fios dentro da estrutura de transistores.

Para otimizar a estrutura, os cientistas usaram molibdênio (um metal) para fazer os contatos dos tubos de nanotubo – responsáveis pela entrada e saída de corrente elétrica do transistor – com uma nova técnica que também utiliza cobalto como ligante. O resultado foi a produção de transistores muito mais eficientes e com apenas 40 nanômetros de dimensão! Será que a era do silício na computação está chegando ao fim?

O trabalho foi publicado na Science desta semana.