15 – A União Soviética tentou implementar uma semana de cinco dias

Em um esforço para melhorar a produção, facilitar o crescimento econômico e diminuir o impacto da religião, a União Soviética, na figura de Joseph Stalin, tentou instituir uma semana de cinco dias, no começo do século 20. De 1929 até 1931, Stalin introduziu uma estrutura onde os trabalhadores aderiam à mudanças que asseguravam que a produção regular estava ocorrendo ininterruptamente. Em outras palavras, as pessoas trocavam de turnos, de maneira que a produção ocorria em 24h/dia.

Mas não funcionou. A vida social foi destruída na União Soviética, as famílias já não conseguiam se reunir, e a medida acabou também causando a alienação dos trabalhadores, já que cada um vivia em um horário diferente do dia. Nem é preciso dizer que não durou muito.

14 – Nós recentemente tivemos um segundo ‘extra’

tycho.usno.navy.mil

O tempo é uma invenção nossa, isso todos sabem. Mas o tempo que leva para a Terra completar seu processo de rotação não é de exatamente 24 horas. Por isso, de tempos em tempo, é preciso acrescentar um segundo em nosso horário. Foi isso que fez o Serviço Internacional de Rotação da Terra, o órgão que regulamenta o tempo astronômico, em junho de 2015. E isso deve continuar acontecendo nos próximos anos, ainda que talvez ninguém perceba.

13 – Nós somos consideravelmente novos por aqui

maggiesscienceconnection.weebly.com

O planeta em que vivemos e o nosso sistema solar existem há muito mais tempo que nós, e isso não é novidade para ninguém. Mas a verdade é que somos extremamente novos no cenário universal. Os 200 mil anos de existência do ser humano, com a forma que conhecemos, são praticamente uma gota em um balde d’água perto dos 13,8 bilhões de anos que os cientistas estimam que o universo exista.

12 – A cultura pode afetar nossa percepção do tempo

Mesmo com as diferenças de fusos horários, em todo o mundo nós conhecemos o mesmo padrão de contagem do tempo. Nossos dias possuem 24 horas, que possuem 60 minutos, e etc. No entanto, a maneira como percebemos o tempo pode ser diferente dependendo de nossa cultura. Estudos científicos mostram que a maioria dos estadunidenses interpretam o tempo com um acréscimo de cinco minutos. Já as pessoas no Oriente Médico, interpretam o tempo com 15 minutos de diferença.

Esse fenômeno cultural foi testado pelo psicólogo Lawrence White, que pediu para que dois grupos diferentes de pessoas analisassem um diagrama por exatamente 47 segundos, e então estimar quanto tempo eles achavam que havia se passado. Os estadunidenses tinha uma tendência a acrescentar cinco segundos ao tempo real transcorrido, enquanto os estonianos e marroquinos normalmente acrescentavam 15 segundos.

11 – O tempo nem sempre existiu

De acordo com a teoria de relatividade, o tempo e espaço só foram criados a partir do Big Bang, cerca de 13,8 bilhões de anos atrás. Antes disso, essas duas constantes não existiam, e a matéria estava completamente compactada.

10 – O tempo está ficando mais devagar

De acordo com estimativas, quando os dinossauros ainda rondavam a Terra, um ano (marcado pela rotação da Terra) possuía 370 dias. A rotação do nosso planeta está ficando mais lenta, e como resultado disso, os dias estão ficando 1,7 milissegundos mais longos a cada século.

9 – O tempo é diferente ao redor da galáxia

Wikipedia.org

Não é fácil abrir mão do nosso entendimento do tempo e imaginar qualquer outra estrutura temporal. No entanto, caso exista algum tipo de vida inteligente em outro planeta além do nosso, seus indivíduos provavelmente vivem uma realidade de tempo totalmente diferente da nossa. Isso porque a passagem do tempo pode ser drasticamente diferente ao redor do sistema solar, dependendo da velocidade com que os planetas giram em torno do sol e de seu próprio eixo.

Para se ter uma ideia, um dia em Mercúrio dura cerca de dois anos em Mercúrio, ou 176 dias na Terra.

8 – O “agora” não existe

O adágio popular “viva o agora”, que serve até como mantra e lema de vida para muitas pessoas. No entanto, o “agora” pode não existir.

No que diz respeito à física, o espaço são contínuos, afetados pela gravidade e pela própria velocidade. Portanto, todos os dados sensoriais que absorvemos já estão velhos e ultrapassados na hora em que os percebemos. Por exemplo, nossa perspectiva visual da lua em uma noite clara reflete sua aparência a 1,25 segundos atrás – o tempo que a luz leva para chegar até a Terra a partir da Lua. Albert Einstein teorizou: “Para nós, físicos, a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão, por mais persistente que seja”.

7 – O Efeito Oddball

MyChicagoTherapist.com

Nossa mente é complexa e complicada, mas pode muitas vezes ser manipulada. Alguns períodos de tempo parecem maiores para nós, em relação a outros, mesmo que eles ocupem a mesma quantidade de tempo ‘físico’. E existem evidências científicas que explicam esse fenômeno. O “Efeito Oddball” postula que o tempo realmente passa mais rápido, pelo menos na nossa percepção, quando estamos em momentos de prazer, e parece se arrastar quando estamos em momentos de monotonia e estresse. Os testes que sugeriram essas afirmações envolviam a apresentação de imagens de paisagens bonitas e variadas, seguidas por imagens repetitivas. Em sequência, se perguntava aos indivíduos quanto tempo cada imagem ficou em exibição.

Os resultados mostram que novas experiências parecem mais longas para nosso cérebro que aquelas que já são familiares. Isso ajuda a explicar a nossa sensação de que o tempo está passando à medida em que envelhecemos.

6 – Tamanho importa

Quanto mais alto você é, mais rápido o tempo passa para você. Ainda que as análises científicas do tempo normalmente operem em uma grande escala, como a teoria de relatividade de Einstein, pequenas mudanças no tempo também foram provadas em pequenas escalas. Direto aos fatos: pesquisadores utilizaram relógios atômicos extremamente precisos para provar que mesmo pequenas diferenças de tamanho podem causar alterações também na passagem do tempo. Isso significa que desde que você esteja em pé, o tempo passa mais rápido para o seu rosto do que para o seu pé – por mais louco que isso possa parecer.

Evidentemente que a diferença é muito sutil. Os cientistas estimam que uma pessoa no topo do Monte Everest, e outra no nível do mar, teriam uma diferença de 15 microsegundos de uma para outra.

Mesmo assim, é uma diferença.

5 – Os dias são mais curtos do que você imagina

Nós aprendemos desde a época da escola que um dia tem 24 horas, e que esse é o tempo que leva para a Terra concluir um giro em torno de seu próprio eixo. No entanto, esse valor de 24 horas não é totalmente exato. Na verdade, a Terra precisa de 23 horas, 56 minutos e 4,2 segundos para completar a rotação em seu eixo.

4 – Não é “só um segundo”

TheBaseballJournal.com

Todos nós pensamos que um segundo é 1/60 de um minuto, e ponto final. Mas a definição científica para o segundo é um pouco mais complexa. A comunidade científica entende que um segundo corresponde à “duração de 9,192,631,770 períodos da radiação correspondente à transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio 133”. Simples, não?

Ainda que a definição de segundo como 1/60 de minuto sirva para as nossas necessidades, ela não se aplica a todas as altitudes e ambientes.

3 – Mesmo a velocidade da luz tem seus limites

AstroBioSociety.org

A ideia de que velocidade da luz é uma constante quase inigualável e insuperável se difundiu bastante entre nós. No entanto, mesmo as velocidade mais elevadas possuem seus limites, e a luz não é uma exceção. Por mais que o ato de apertar o interruptor e iluminar todo o seu quarto pareça instantâneo, uma fração de tempo foi necessária para que isso acontecesse.

Essa questão fica mais evidente se olharmos para o sol. A imagem que vamos ao observar o astro, na verdade, é o reflexo do que ele era há oito minutos e 20 segundos atrás – o tempo que leva para a luz chegar do Sol até a Terra.

2 – Nós já descobrimos coisas muito antigas

Sci-News.com

Mesmo com nosso entendimento limitado sobre o mundo e o universo que nos rodeia, nós já conseguimos realizar descobertas importantes que nos ajudam a remontar a nossa história. O objeto mais antigo já conhecido por nós no universo é uma galáxia chamada “z8_GND_5296”, que estima-se que tenha 13,1 bilhões de anos de idade.

Já no nosso planeta, o objeto mais antigo já encontrado é um cristal de zircônio de 4,4 bilhões de anos de idade, enquantro em Jack Hills, na Austrália.

1 – O “Momento de Planck” é extremamente curto

Guff.com

A comunidade científica prestou uma homenagem ao físico Max Planck, fundador da física quântica, nomeando uma medida de tempo com base no seu nome: o “Momento de Planck”. Essa é a menor quantidade de tempo que podemos medir.

Para se ter uma ideia, um piscar de olhos representa 550 trilhões de trilhões de trilhões de unidades do “Momento de Planck” – que é utilizado, por exemplo, para calcular o tempo necessário pela luz para viajar no vácuo.

Fonte: The Richest